Filmografia:
- Le Grand Chef (2007)
Elenco: Byung-hun Lee; Hye-jeong Kang; Won-hie Lim.
Diretor: Chan-wook Park
Three... Extremes é uma reunião de três curtas sobre o melhor do horror no cinema asiático. Temos o representante do Japão - "BOX" do excelente diretor Takashi Miike; o representante da China - "DUMPLINGS" do diretor Fruits Chain. E o que mais importa para nós do Cine Korea: o representante Coreano - "CUT" do mestre absoluto do cinema Sul-Coreano Chan-wook Park. E é exatamente sobre esse seguimento chamado CUT que irei tratar nessa resenha.
O filme começa com um close em um rosto pálido de um senhor, logo após vemos uma vampira sugando o sangue do pescoço do homem. A vampira recebe uma ligação e leva uma conversa de vampiro para vampiro em seu celular. Então ela deixa o celular de lado e começa a tocar piano para o vampiro na outra linha. Ela diz que está passando mal, pois talvez o sangue que ela havia acabado de ingerir deveria ter passado da validade, vemos ela rastejar e sufocar com uma tosse descontrolada. Quando a câmera se afasta e nos mostra que tudo não passava de um filme! Vemos o diretor do filme (Byung-hun Lee) em primeiro plano quando ele diz: "And... CUT!" (E... CORTA!)
Vemos então, ele conversando com as pessoas no estúdio e dirigindo-se para fora do set e depois entrando em seu carro. Enquanto estava aparentemente à caminho de sua casa ele conversa com sua esposa no celular, dizendo que ela deveria ter visto o set de seu filme, pois se parece muito com a casa deles. A câmera abre e vemos que existe uma mulher ao seu lado no banco do passageiro. Chegando em sua casa sozinho, ele estaciona o carro na garagem e adentra o recinto, podemos ver então que realmente sua casa é idêntica ao set de filmagem de seu filme de vampiros.
Vemos ele caminhar pela cozinha, preparar uma vitamina e dirigir-se para uma porta quando derrepente a energia da casa acaba. Percebemos que existe alguém mais em sua casa pois a vitamina é totalmente tomada e uma barulho estranho de satisfação é feito. Então ao acender um isqueiro ele é atacado por um estranho e desmaia, acordando amarrado e encarando um cenário surreal.
Sua esposa (Hye-jeong Kang) está totalmente amarrada à um piano por várias cordas e seus dedos estão sendo colados pelo invasor (Won-hie Lim) nas teclas de um piano. O diretor então diz ao invasor que ele pode levar todo o dinheiro e jóias. O invasor por sua vez começa um jogo mental com o diretor; vestindo-se de médico, soldado, nadador com pés de pato; bombeiro... enquanto representa os papéis com pequenas falas.
O diretor fica sem entender nada e simplesmente fica paralisado com aquela situação. Então subitamente o invasor avança em direção a esposa do diretor dizendo: "Camera, Action! and... CUT!" (Camêra, Ação! e... CORTA!) e simplesmente golpeia e arranca fora um dos dedos da mão da esposa do diretor usando uma machadinha. O diretor então fica transtornado, mas finalmente lembra-se do rosto do invasor. Ele é um extra! um figurante de filmes. O invasor então confirma inclusive afirmando ter participado de todos os seus filmes!
O invasor diz ter invadido sua casa e feito ele e a esposa de reféns pois o mundo estava totalmente fudido, e o diretor além de ser um homem rico, bonito, bem educado e bem sucedido era uma pessoa boa. E isso é algo ináceitavel! pois só os pobres são pessoas boas, os ricos não o são!. Então para tentar fazer o jogo do louco invasor, o diretor começa a dizer que não é uma pessoa totalmente boa, pois já fez várias coisas ruins, inclusive trair sua esposa. O invasor então propõe uma série de testes em que o diretor deve provar ser uma má pessoa. Caso contrário sua esposa perderá um dedo de cada vez!
Direção impecável, roteiro extremanete inteligente e subversivo, ótimas atuações (principalmente de Won-hie Lim), além de uma fotografia e um cenário que são um caso a parte, fazem desse curta-metragem um dos melhores trabalhos de Chan-wook Park!
Camera, Action! and... CUT!
Nota: 10.00/10.00
O diretor Ki-duk Kim nasceu dia 20 de Dezembro de 1960, em Bonghwa, Coréia do Sul. Estudou artes em Paris de 1990 até 1992. Em 1993 ganhou seu primeiro prêmio como diretor. Este grande diretor Sul-Coreano já realizou grandes filmes como: Spring, Summer, Fall, Winter... and Spring (2003) e 3-Iron (2004). Mais recentemente lançou o longa Time (Time) 2006, que inclusive já foi lançado aqui em território Brasileiro.
Filmografia:
- Breath (2007)
- Time (2006)
- The Bow (2005)
- 3-Iron (2004)
- Samaritan Girl (2004)
- Spring, Summer, Fall, Winter... and Spring (2003)
- The Coast Guard (2002)
- Bad Guy (2001)
- Address Unknown (2001)
- The Isle (2000)
- Real Fiction (2000)
- The Birdcage Inn (1998)
- Wild Animals (1997)
- Crocodile (1996)
Falar sobre Failan é um tanto difícil pra mim porque cada frame da projeção me desafiou como poucos filmes ainda conseguem fazer. E nesse desafio fui vencido por nocaute. Sem vergonha alguma de dizer, confesso que chorei (e muito) com a história. O filme despertou em mim um sentimento não apenas de pena, mas de preocupação com os personagens, pois à medida que o longa vai se desenrolando e vamos conhecendo mais das vidas miseráveis dos protagonistas, é impossível não se emocionar com a trajetória de ambos.
E é comovente a maneira como os personagens vão se desenvolvendo. A improvável relação entre Failan e Kang-jae nos é lentamente desvendada através de flasbacks que nos mostram suas histórias separadamente. Diferente do que acontece em outros filmes do gênero, o diretor Song Hae-seong não permite que o filme abuse de situações forçadas para tocar a sensibilidade do espectador e emocionar. Isso torna a maneira como os dois personagens se 'relacionam' crível, já que não lhes resta mais nada nem ninguém no mundo, sendo um a esperança da qual o outro precisa para continuar vivendo.
Cecília Cheung compõe de forma brilhante uma personagem de aparência frágil, conseguindo passar apenas através de olhares mais do que muitas palavras conseguiriam dizer. A cena em que Failan se dirige ao senhor que a indicou para o trabalho que pegou para dizer que está doente é tocante.
Choi Min-sik mais uma vez mostra porque é considerado um dos melhores atores sul-coreanos e consegue criar um personagem ambíguo que nos leva a sentimentos diversos. Kang-jae tem uma vida "que nem cachorro leva", o que nos causa piedade, mas ao mesmo tempo age de forma repugnante em alguns momentos, o que nos causa raiva. À medida que ele vai se apegando à Failan, começa a criar a coragem necessária para fazer o que sempre quis e uma outra faceta sua se mostra. Um exemplo dessa mudança de comportamento e do brilhantismo do ator pode ser visto na cena em que o seu personagem lê uma carta num cais. Ele consegue passar um realismo tal em suas cenas que parece que não estamos assistindo a um filme, mas presenciando tudo ao vivo.
O trabalho de composição dos atores é fundamental para o funcionamento do longa, que após um rápido prólogo no qual vemos Failan chegando à Coréia, dá a impressão de ser um filme sobre a máfia devido o foco inicial em Kang-jae. Mas não se iluda. Baseado no livro do escritor Asada Jiro, este é um poderoso drama. Dizem que é um dos filmes mais tristes da década, sendo capaz de fazer a mais fria e dura pessoa se comover.
Failan realmente é um filme bastante triste, mas também é uma obra permeada pela esperança durante toda a projeção. E esperança não só em dias melhores, mas também na possibilidade de futuro que um pode (ou poderia) vir a representar para o outro, que se converte em gratidão e amor. Uma das grandes ironias do longa é o fato de Failan se dirigir por duas vezes a um local chamado esperança para solucionar o seu problema de permanência na Coréia.
Como diz o ditado, "a esperança é a mãe da decepção". Talvez venha daí a tristeza da película.




- Legendary Courtesan Hwang Jin Yi (2007)
- Traces of Love (2006)
- Three Fellas (2006)
- Running Wild (2006)
- Antarctic Journal (2005)
- Woman Is the Future of Man (2004)
- Natural City (2003)
- Into the Mirror (2003)
- One Fine Spring Day (2001)
- MOB 2025 (2001)
- Libera me (2000)
- Gawi (2000)
- Ditto (2000)
- 01412 Sect of the Magic Sword (2000)
- Attack the Gas Station! (1999)