sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Won-hie Lim

Won-hie Lim nasceu dia 11 de Outubro de 1970 em Seoul, Coréia do Sul. Este ator de 1.76 m já atuou em grandes sucessos Sul-Coreanos como Silmido (Silmido) 2003 e Cryng Fist (2005). Ele também participou de Three... Extremes (segment "Cut") (2004) de Chan-wook Park.

Filmografia:

- Le Grand Chef (2007)
- Crying Fist (2005)
- Lovely Rivals (2004)
- Three... Extremes "Segment: Cut" (2004)
- Silmido (2003)- No Comment (2002)
- Funny Movie (2002)
- No Blood No Tears (2002)
- This is Law (2001)
- Coming Out (2001)
- Taxi of Terror (2000)
- Die Bad (2000)
- The Spy (1999)
- Amazing Men (1998)
- Dachimawa Lee (1998)

Joon-ho Bong

O diretor Joon-ho Bong nasceu em Outubro de 1969 na Coréia do Sul. Dentre seus filmes podemos destacar: Barking Dogs Never Bite (2000) & Memories of Murder (Memórias de um Assasino) 2003; além do grande sucesso mundial: The Host (O Hospedeiro) 2006.

Filmografia:

- The Host (2006)
- Antarctic Journal (2005)
- Memories of Murder (2003)
- Barking Dogs Never Bite (2000)
- Phantom: The Submarine (1999)
- If You Were Me (2003)

sábado, 12 de janeiro de 2008

Three... Extremes [Segment "Cut"]

Autor: Alan Caxito Ongaro

Nome: THREE... EXTREMES [SEGMENT "CUT"] - 2004


Elenco: Byung-hun Lee; Hye-jeong Kang; Won-hie Lim.

Diretor: Chan-wook Park

Three... Extremes é uma reunião de três curtas sobre o melhor do horror no cinema asiático. Temos o representante do Japão - "BOX" do excelente diretor Takashi Miike; o representante da China - "DUMPLINGS" do diretor Fruits Chain. E o que mais importa para nós do Cine Korea: o representante Coreano - "CUT" do mestre absoluto do cinema Sul-Coreano Chan-wook Park. E é exatamente sobre esse seguimento chamado CUT que irei tratar nessa resenha.

O filme começa com um close em um rosto pálido de um senhor, logo após vemos uma vampira sugando o sangue do pescoço do homem. A vampira recebe uma ligação e leva uma conversa de vampiro para vampiro em seu celular. Então ela deixa o celular de lado e começa a tocar piano para o vampiro na outra linha. Ela diz que está passando mal, pois talvez o sangue que ela havia acabado de ingerir deveria ter passado da validade, vemos ela rastejar e sufocar com uma tosse descontrolada. Quando a câmera se afasta e nos mostra que tudo não passava de um filme! Vemos o diretor do filme (Byung-hun Lee) em primeiro plano quando ele diz: "And... CUT!" (E... CORTA!)


Vemos então, ele conversando com as pessoas no estúdio e dirigindo-se para fora do set e depois entrando em seu carro. Enquanto estava aparentemente à caminho de sua casa ele conversa com sua esposa no celular, dizendo que ela deveria ter visto o set de seu filme, pois se parece muito com a casa deles. A câmera abre e vemos que existe uma mulher ao seu lado no banco do passageiro. Chegando em sua casa sozinho, ele estaciona o carro na garagem e adentra o recinto, podemos ver então que realmente sua casa é idêntica ao set de filmagem de seu filme de vampiros.

Vemos ele caminhar pela cozinha, preparar uma vitamina e dirigir-se para uma porta quando derrepente a energia da casa acaba. Percebemos que existe alguém mais em sua casa pois a vitamina é totalmente tomada e uma barulho estranho de satisfação é feito. Então ao acender um isqueiro ele é atacado por um estranho e desmaia, acordando amarrado e encarando um cenário surreal.


Sua esposa (Hye-jeong Kang) está totalmente amarrada à um piano por várias cordas e seus dedos estão sendo colados pelo invasor (Won-hie Lim) nas teclas de um piano. O diretor então diz ao invasor que ele pode levar todo o dinheiro e jóias. O invasor por sua vez começa um jogo mental com o diretor; vestindo-se de médico, soldado, nadador com pés de pato; bombeiro... enquanto representa os papéis com pequenas falas.

O diretor fica sem entender nada e simplesmente fica paralisado com aquela situação. Então subitamente o invasor avança em direção a esposa do diretor dizendo: "Camera, Action! and... CUT!" (Camêra, Ação! e... CORTA!) e simplesmente golpeia e arranca fora um dos dedos da mão da esposa do diretor usando uma machadinha. O diretor então fica transtornado, mas finalmente lembra-se do rosto do invasor. Ele é um extra! um figurante de filmes. O invasor então confirma inclusive afirmando ter participado de todos os seus filmes!

O invasor diz ter invadido sua casa e feito ele e a esposa de reféns pois o mundo estava totalmente fudido, e o diretor além de ser um homem rico, bonito, bem educado e bem sucedido era uma pessoa boa. E isso é algo ináceitavel! pois só os pobres são pessoas boas, os ricos não o são!. Então para tentar fazer o jogo do louco invasor, o diretor começa a dizer que não é uma pessoa totalmente boa, pois já fez várias coisas ruins, inclusive trair sua esposa. O invasor então propõe uma série de testes em que o diretor deve provar ser uma má pessoa. Caso contrário sua esposa perderá um dedo de cada vez!

Direção impecável, roteiro extremanete inteligente e subversivo, ótimas atuações (principalmente de Won-hie Lim), além de uma fotografia e um cenário que são um caso a parte, fazem desse curta-metragem um dos melhores trabalhos de Chan-wook Park!

Camera, Action! and... CUT!

Nota: 10.00/10.00

Ki-duk Kim

O diretor Ki-duk Kim nasceu dia 20 de Dezembro de 1960, em Bonghwa, Coréia do Sul. Estudou artes em Paris de 1990 até 1992. Em 1993 ganhou seu primeiro prêmio como diretor. Este grande diretor Sul-Coreano já realizou grandes filmes como: Spring, Summer, Fall, Winter... and Spring (2003) e 3-Iron (2004). Mais recentemente lançou o longa Time (Time) 2006, que inclusive já foi lançado aqui em território Brasileiro.


Filmografia:

- Breath (2007)
- Time (2006)
- The Bow (2005)
- 3-Iron (2004)
- Samaritan Girl (2004)
- Spring, Summer, Fall, Winter... and Spring (2003)
- The Coast Guard (2002)
- Bad Guy (2001)
- Address Unknown (2001)
- The Isle (2000)
- Real Fiction (2000)
- The Birdcage Inn (1998)
- Wild Animals (1997)
- Crocodile (1996)

Ji-woon Kim

O diretor Ji-woon Kim nasceu em 6 de Julho de 1964 em Seoul, Coréia do Sul. Ele já dirigiu filmes de grande êxitos, tanto no que se diz respeito ao mercado Asiático quanto ao Mundial. Filmes como A Tale of Two Sisters (Medo) 2003 e A Bittersweet Life (O Gosto da Vingança) 2005, são a maior prova disso.

Filmografia:

- A Bittersweet Life (2005)
- A Tale of Two Sisters (2003)
- Three Extremes 2 (2002) (segment "Memories")
- Coming Out (2001)
- The Foul King (2000)
- The Quiet Family (1998)

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Failan

Autor: Diogo Giglio

Essa resenha é cortesia do blog:
http://vaiumcineminhaai.blogspot.com/

Nome: FAILAN - 2001

Elenco: Min-sik Choi, Cecilia Cheung, Pyong-ho Son, Hyong-jin Gong,
Chi-yong Kim, Kyong-jin Min, Chol-jin Sin, Yong-son Kim.

Diretor: Hae-seong Song.

Após a morte da mãe, Kang Failan (Cecília Cheung) emigra da China buscando emprego no restaurante de uma tia que vive na cidade de Inchon, na Coréia do Sul. Ao chegar lá, descobre que ela se mudou para o Canadá, ficando sozinha num lugar que não conhece, sem poder contar com ninguém e sem dominar o idioma. Failan não busca nada além de uma vida simples, qualquer trabalho honesto e um local digno onde possa viver, e para isso terá que trabalhar duro.

Lee Kang-jae (o sempre ótimo Min-sik Choi) é um gangster acabado que não tem o respeito de ninguém na gangue em que trabalha. Apesar de ter a mesma idade de Young-sik, líder do grupo que explora a imigração ilegal, bares e prostitutas, está no mesmo nível de jovens que acabaram de entrar na organização. Por mais que tente, Kang-jae não consegue se impor perante os outros, sendo constantemente humilhado por garotos com metade da sua idade e pelo próprio chefe, que o acusa de "não ter sido cunhado para o ofício" por não ser duro o bastante quando a situação exige. Ele deseja comprar um barco para voltar à sua cidade natal e trabalhar como pescador, e um incidente lhe dará essa chance, mas tudo tem seu preço.

Falar sobre Failan é um tanto difícil pra mim porque cada frame da projeção me desafiou como poucos filmes ainda conseguem fazer. E nesse desafio fui vencido por nocaute. Sem vergonha alguma de dizer, confesso que chorei (e muito) com a história. O filme despertou em mim um sentimento não apenas de pena, mas de preocupação com os personagens, pois à medida que o longa vai se desenrolando e vamos conhecendo mais das vidas miseráveis dos protagonistas, é impossível não se emocionar com a trajetória de ambos.

E é comovente a maneira como os personagens vão se desenvolvendo. A improvável relação entre Failan e Kang-jae nos é lentamente desvendada através de flasbacks que nos mostram suas histórias separadamente. Diferente do que acontece em outros filmes do gênero, o diretor Song Hae-seong não permite que o filme abuse de situações forçadas para tocar a sensibilidade do espectador e emocionar. Isso torna a maneira como os dois personagens se 'relacionam' crível, já que não lhes resta mais nada nem ninguém no mundo, sendo um a esperança da qual o outro precisa para continuar vivendo.

Cecília Cheung compõe de forma brilhante uma personagem de aparência frágil, conseguindo passar apenas através de olhares mais do que muitas palavras conseguiriam dizer. A cena em que Failan se dirige ao senhor que a indicou para o trabalho que pegou para dizer que está doente é tocante.

Choi Min-sik mais uma vez mostra porque é considerado um dos melhores atores sul-coreanos e consegue criar um personagem ambíguo que nos leva a sentimentos diversos. Kang-jae tem uma vida "que nem cachorro leva", o que nos causa piedade, mas ao mesmo tempo age de forma repugnante em alguns momentos, o que nos causa raiva. À medida que ele vai se apegando à Failan, começa a criar a coragem necessária para fazer o que sempre quis e uma outra faceta sua se mostra. Um exemplo dessa mudança de comportamento e do brilhantismo do ator pode ser visto na cena em que o seu personagem lê uma carta num cais. Ele consegue passar um realismo tal em suas cenas que parece que não estamos assistindo a um filme, mas presenciando tudo ao vivo.

O trabalho de composição dos atores é fundamental para o funcionamento do longa, que após um rápido prólogo no qual vemos Failan chegando à Coréia, dá a impressão de ser um filme sobre a máfia devido o foco inicial em Kang-jae. Mas não se iluda. Baseado no livro do escritor Asada Jiro, este é um poderoso drama. Dizem que é um dos filmes mais tristes da década, sendo capaz de fazer a mais fria e dura pessoa se comover.

Failan realmente é um filme bastante triste, mas também é uma obra permeada pela esperança durante toda a projeção. E esperança não só em dias melhores, mas também na possibilidade de futuro que um pode (ou poderia) vir a representar para o outro, que se converte em gratidão e amor. Uma das grandes ironias do longa é o fato de Failan se dirigir por duas vezes a um local chamado esperança para solucionar o seu problema de permanência na Coréia.

Como diz o ditado, "a esperança é a mãe da decepção". Talvez venha daí a tristeza da película.


Nota: 09.00/10.00 (Vai um Cineminha aí?)

domingo, 6 de janeiro de 2008

I'm a cyborg but that's OK!

Autor: Rodrigo Sánchez
http://expirou.blogspot.com

Nome: I`M A CYBORG BUT THAT`S OK!
(SOU UM CYBORG MAS TÁ TUDO OK!) - 2006



Elenco: Su-jeong Lim, Rain, Hie-jin Choi, Byeong-ok Kim, Yong-nyeo Lee, Dal-su Oh.

Diretor: Chan-wook Park

Uma obra que nos convida a uma reflexão sobre nossos próprios valores. Eis o que está por trás da comédia romântica I'm a cyborg but that's ok, do coreano Park Chan-Wook, que teve seu filme reduzido diversas vezes a uma simples comparação ao francês O fabuloso destino de Amélie Poulain, de Jean Pierre Jeunet. Em ambos os casos, diretores consagrados pelos trabalhos anteriores são criticados ao lançar algo menos bombástico. I'm a cyborg foi retirado das salas coreanas antes do previsto, tendo sido considerado um fracasso comercial. No entanto, é preciso estar aberto à imaginação e aguçar a sensibilidade para que se possa extrair a mensagem do filme.

Young-goon (Su-jeong Lim) é uma jovem transtornada que presencia a avó, esquizofrênica, tornar-se um estorvo para a família e ser mandada para um manicômio. Apesar de ainda tentar correr atrás da ambulância, não consegue alcançá-la. Enquanto isso, pelo vidro, sua avó tenta transmitir uma última mensagem que Young-goon não compreende por completo. A angústia segue com a menina até a fase adulta, quando ela aparece trabalhando numa linha de produção de rádios (objeto venerado pela avó, diga-se de passagem). Depois de uma tentativa de suicídio, quem vai parar no manicômio é a própria neta. Lá, ela jura ser uma ciborgue. Mas ciborgues não comem, apenas recarregam as baterias. Naturalmente, ela não come.



Entre os internados, um jovem que sempre foi rejeitado pelos pais tem sua atenção tomada pela recém-chegada Young-goon. Ele jura que consegue roubar determinados pontos da personalidade das pessoas e, apaixonado, acha que pode, com seus poderdes, ajudar a nova colega. A história se desenrola numa constante ajuda mútua em que, apesar da insanidade, os dois conseguem superar algumas dificuldades, sempre de maneira inusitada. É dentro dessa loucura que a limitação de um se torna a solução para a limitação do outro.

A ciborgue, que não come - e por isso fica fraca e quase morre - passa a comer quando Park Il-sun (interpretado pelo astro coreano Rain), o louco apaixonado, elabora um enredo ainda mais irreal para convencer Young-goon a comer. E ela come. E, a essa altura, o manicômio inteiro já está envolvido e torcendo para que ela se recupere. O romance evolui, com as peculiaridades óbvias da relação entre dois insanos, mas evolui. E o filme acaba pondo em xeque aquele que seria o destino lógico de um improvável romance entre dois internos de um manicômio.

Talvez Park Chan-Wook tenha atribuído aos loucos a capacidade de amar inteiramente, de maneira pura e sincera - qualidade supostamente natural de qualquer um de nós, porém em extinção num mundo onde o normal é ser ciborgue. Afinal, quem é ciborgue entre loucos e normais? Os internados têm, todos, históricos de problemas familiares. Isolando-se o caso dos protagonistas, temos de um lado uma família que rejeita friamente uma idosa doente, traumatizando sua neta. De outro, um jovem rejeitado pelos pais, ocupados e insensíveis.



A frieza com que presenciam e vivem esses casos, associados aos traumas decorrentes desses acontecimentos, são as causas das reações notadas na personalidade de cada um e é por isso que terminam convenientemente internados num manicômio, cheios de limitações e problemas mal resolvidos. Tudo por conta de outras pessoas que, em sua incontestável superioridade, transformam as relações humanas em algo descartável, inclusive dentro da família, que deveria ser a maior fonte de exemplo.

Não são todos que saem ilesos dessa catástrofe, se assim podemos classificar o que tem acontecido nas relações humanas. Aqueles que não lidam bem com o "mundo moderno" são rejeitados e acabam por se tornar os portadores do que ainda resta de humanidade, ainda que sejam considerados loucos ou ciborgues. O ser humano saiu de moda, foi corroído pela própria invenção: o mundo como ele é hoje. Aonde vai parar, talvez seja a pergunta do século.

Tecnicamente o filme é impecável. Fotografia, tomadas, trilha sonora, tudo muito bem elaborado e combinado com as marcas próprias do diretor bastante evidenciadas, como no caso do francês Jean Pierre Jeunet, cujas obras são facilmente reconhecíveis. A relação de I'm a cyborg com Amélie Poulain, no entanto, é distante do que se pensa, apesar dessa última também ser de certa forma afastada da condição de normalidade por carregar consigo uma dose de pureza que foi substituída sabe-se lá pelo quê no restante da população. No fim, nós ciborgues somos todos carentes de um pouco de humanidade. Daí a se tomar alguma atitude são outros quinhentos. Sorte de quem é "louco".



Nota: 09.00/10.00

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Ji-tae Yu


Ji-Tae Yu nasceu em Seoul, Coréia do Sul em 13 de Abril de 1976. Este ator de 1.86 m já atuou em diversos filmes Sul-Coreanos, dentre os quais destacam-se: Oldboy (Oldboy) 2003 & In The Mirror (Espelho) 2005. Seus principais hobbies são escutar música e tirar fotografias. Ji-tae Yu ganhou grande notoriedade no cinema Sul-Coreano após interpretar o nêmesis de Min-sik Choi em Oldboy.

Filmografia:

- Legendary Courtesan Hwang Jin Yi (2007)

- Traces of Love (2006)

- Three Fellas (2006)

- Running Wild (2006)

- Antarctic Journal (2005)

- Woman Is the Future of Man (2004)

- Oldboy (2003)

- Natural City (2003)

- Into the Mirror (2003)

- One Fine Spring Day (2001)

- MOB 2025 (2001)

- Libera me (2000)

- Gawi (2000)

- Ditto (2000)

- 01412 Sect of the Magic Sword (2000)

- Attack the Gas Station! (1999)

- Bai Jun (1998)