sábado, 29 de dezembro de 2007

Young-ae Lee


Young-ae Lee nasceu em Seoul, Coréia do Sul em 31 de Janeiro de 1971. Esta atriz de 1.65m é a caçula de dois irmãos; poliglota, além de Coreano, fala fluentemente Inglês e Alemão, ela já atuou em alguns sucessos do cinema Sul-Coreano, dos quais destacam-se Joint Security Area (Zona de Risco) 2000 & Sympathy for Lady Vengeance (Lady Vingança) 2005.

Filmografia:

- Sympathy for Lady Vengeance (2005)

- One Fine Spring Day (2001)

- The Gift (2001)

- Joint Security Area (2000)

- First Kiss (1998)

- Inshalla (1997)

Du-na Bae


Du-na Bae nasceu em Seoul, Coréia do Sul em 11 de Outubro de 1979. Esta atriz de 1.71m começou como modelo e logo migrou para a TV e filmes, já atuou em ínumeros sucessos do cinema Sul-Coreano, dos quais destacam-se Barking Dogs Never Bite (2000) & Sympathy for Mr Vengeance (Mr. Vingança) 2002. Ela também participou do mega-sucesso The Host (O Hospedeiro) 2006 quando atuou novamente ao lado de Kang-ho Song.

Filmografia:

- The Host (2006)

- Tea Date (2005)

- Linda Linda Linda (2005)

- Spring Bears Love (2003)

- Tube (2003)

- Saving My Hubby (2002)

- Sympathy for Mr. Vengeance (2002)

- Take Care of My Cat (2001)

- Youth (2000)

- Barking Dogs Never Bite (2000)

- The Ring Virus (1999)

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Sympathy for Lady Vengeance

Autor: Diogo Giglio

Nome: SYMPATHY FOR LADY VENGEANCE (LADY VINGANÇA) - 2005


Elenco: Yeong-ae Lee, Min-sik Choi, Dal-su Oh, Seung-shin Lee, Byeong-ok Kim

Diretor: Chan-wook Park
Trailer: Youtube


Quando a fama da trilogia da vingança de Chan-wook Park ganhou dimensões internacionais com Oldboy, os cinéfilos que viraram fãs do diretor começaram a se perguntar o que poderia vir depois do sensacional Oldboy. A expectativa em torno do capítulo final da trilogia era altíssima, uma vez que o seu antecessor fora um sucesso estrondoso. E Park não decepcionou: fez outro filme magnífico.

Diferentemente de Mr. Vengeance, em que os personagens eram reféns de situações complexas e de Oldboy, que tem um protagonista sem moral nenhuma e que não tem controle sobre a vingança, Lee Geum-ja, a Lady Vengeance, é como o Chapolim: tem tudo friamente calculado para completar a sua vingança. Tão calculado que faz de Lady um filme "reto", sem reviravoltas, que conta a busca por vendetta de Lee Geum-Ja, que passa 13 anos na cadeia depois de assumir a culpa num crime que não cometeu, e vê sua filha ser levada pelo seu ex-namorado e verdadeiro responsável por tudo: o Sr. Baek (Choi Min-sik).



Dos três longas, Lady Vengeance é o que traz o dilema moral mais explícito e o que mais usa flashbacks. Eles nos levam para a época em que Geum-ja estava presa e nos fazem entender porque ela é chamada de "anjo" pelas outras detentas, além de nos fazer conhecer a história das personagens com quem se envolveu durante a prisão (e aqui merece destaque a detestável caminhoneira que espanca as companheiras de cela e... bem, vejam o filme e 'degustem' a cena do banheiro. Hehehehe).

E não ouse pensar que pelo fato da personagem principal ser mulher a vingança será mais leve. Muito pelo contrário: este é o filme em que o sadismo se mostra de forma mais clara. O culpado não pode apenas morrer, tem que sofrer, e sofrer como um cão. Mas apesar do culpado ter de sofrer, o filme não é tão violento (me refiro à violência psicológica, que nos outros filmes é imensa) quanto Mr. Vengeance e Oldboy, o que provavelmente vai frustar aqueles que esperam marteladas e rins de traficantes arrancados. Mas "não priemos cânico!" O filme tem seus momentos "Ichi: The Killer" (filme japonês, clássico do gênero "tortura"), como o que Geum-Ja dá um tiro na mão de um bandido e arranca a mão do cara.



Considero Lady Vengeance um pouco (pouquinho mesmo) menos forte que os dois filmes anteriores, e o motivo pra isso é o fato do roteiro não ser tão trabalhado quanto os outros. Aqui tudo ocorre como o previsto (mas não para o óbvio), e o que o roteiro fica devendo em relação aos outros longas, a parte técnica supre. Esteticamente, este é um dos trabalhos mais bem filmados e produzidos de Park, que bate de frente com I'm a Cyborg, But That's OK, que foi exibido aqui no ano de 2007 durante o Festival do Rio. O filme tem uma fotografia deslumbrante, uma trilha sonora linda e uma montagem, cortes, enquadramentos e direção de arte perfeitos. Enfim, um deleite para os sentidos.

A veia cômica do diretor está presente, como nos outros filmes da trilogia. Merece destaque a cena em que Geum-Ja vai à casa do casal que adotou sua filha, que é bem hilária. Há diálogos em inglês no longa, o que muitos apontaram, na época, como uma tentativa de aproximação de Park com o cinema ocidental. Talvez sim, talvez não.



Lee Yeong-ae (que também pode ser vista em JSA) está perfeita na pele da ex-presidiária Geum-Ja, mas gostaria que o Choi Min-sik, que também está ótimo, tivesse uma participação maior no filme, pois quem já o viu em outros longas sabe do que o cara é capaz.

Perverso, o filme nos leva a uma das cenas mais comentadas: a reunião de pais que acontece no fim do filme, que é de uma maldade simplesmente bizarra. É nessa reunião que Park cutuca a nossa moral, pois Geum-Ja tem milhões de motivos para se vingar, mas ainda assim pondera sobre o que fazer. E é aqui que Park nos faz uma série de perguntas como o que é justiça? Ela vale a pena se nos condenarmos? Será que o processo democrático é realmente a melhor saída em determinadas situações?



E com a responsabilidade de fechar uma trilogia bem-sucedida, Lady Vengeance traz um epílogo mais do que necessário, no qual mostra um indivíduo em uma busca infinita por redenção que pede ao espectador que permaneça íntegro, ainda que o que você tenha presenciado no filme seja o oposto. Talvez essa redenção de que o filme nos fala seja a tão esperada paz buscada não só por Lee Geum-Ja, mas por todos os personagens que foram mostrados de forma tão lúcida e cruel por Park na sua trilogia.

Imperdível como os seus antecessores, Sympathy for Lady Vengeance é um filme obrigatório para qualquer fã de cinema que se preze.



Nota: 09.00/10.00

domingo, 23 de dezembro de 2007

Peppermint Candy

Essa resenha é cortesia do blog:
http://cinema-para-todos.blogspot.com

Nome: PEPPERMINT CANDY - 2000


Elenco: Kyung-gu Sol, So-ri Moon, Yeo-jin Kim, Jung Suh, In-Kwon Kim

Diretor: Chang-Dong Lee

Venho comentar sobre mais um grande filme, dirigido por Chang-dong Lee, diretor sul-coreano e Ministro da Cultura sob o governo de Roh Moo-Hyun. Seu primeiro filme, Green Fish, de 1997, obteve um certo sucesso nos festivais onde passou, garantindo com que ele pudesse dirigir seu próximo filme com mais confiança. Então, em 2000, ele dirigiu esse filme que venho comentar, um poderoso drama sobre um homem, vítima de um sistema ditatorial, acabando por arruinar sua própria vida, devido a traumas gerados por sua vivência nessa época. Mais tarde, Chang-dong Lee dirigiu o romance, não-convencional, chamado Oasis, de 2002, bastante aclamado, com os mesmos atores desse filme que comentarei nos papéis principais, Kyung-gu Sol e So-ri Moon. E em 2007, ele dirige mais um filme, Secret Sunshine, que esteve presente no Festival de Cannes e foi nomeado à Palma de Ouro e venceu o prêmio de melhor atriz (Do-yeon Jeon).



O filme é contado de "trás para frente", como no filme Amnésia (Memento), do diretor Christopher Nolan, porém, não há motivos para comparações, já que se trata de gêneros e histórias diferentes. É contado em capítulos, começando em 1999 e terminando em 1979, portanto, 20 anos na história do personagem e da própria Coréia do Sul. Inicialmente, somos apresentados à Yongho (Kyung-gu Sol), um homem de meia-idade que se encontra deitado perto do rio e debaixo de uma ferrovia. Ele caminha e encontra um grupo de pessoas se divertindo em uma tenda, com muita música e bebida. Aproximando-se, essas pessoas o reconhecem, como um dos membros desse grupo. Yongho se mostra bastante nervoso após cantar uma música e sobe a ferrovia. Inicialmente, pensam que se trata de uma brincadeira, mas o homem está prestes a cometer suicídio, ficando nos trilhos, onde vem vindo um trem, que logo se aproxima.

A partir daí, voltamos ao tempo, seguindo viagem no "Trem da Vida" de Yongho, recapitulando e conhecendo os motivos para tamanha desilusão e vontade de cometer suicídio. Inicialmente, voltamos para 3 dias antes desse acontecimento, na Primavera de 1999 e o filme é dividido em capítulos, sempre intercalados por um passeio reverso de um trem, como se estivéssemos voltando ao tempo, o que, óbvio, é exatamente o que estamos fazendo. De 1999, vamos para 1994, depois para 1987, 1984, 1980 e finalmente, terminamos em 1979, sendo que cada capítulo tem um tema principal ligado a ele.



Vimos todos os motivos que levaram à degradação de Yongho: motivos familiares, motivos amorosos e motivos profissionais. Não gostaria de citar acontecimentos do filme para não estragar detalhes do mesmo, mas o espectador que seguir adiante a viagem, sem sentir enjôo, vai ser premiado com um belíssimo e ao mesmo tempo depressivo filme. Vimos que anteriormente, Yongho era um homem bondoso, mas através de sua vivência no período ditatorial da Coréia, no ano de 1980, quando estava no Exército, se transformou em um homem atormentado e traumatizado sem perspectivas para seu futuro e seus problemas a partir daí se transformariam em uma bola de neve, culminando em seu suicídio.

O ator Kyung-gu Sol é muito talentoso e passamos a sentir pena do pobre coitado durante o filme. O filme é focado nele, mas todos os outros atores envolvidos são extremamente talentosos, como a atriz So-ri Moon, que interpreta a primeira namorada de Yongho, uma mulher que trabalhava em uma fábrica de bombons de menta, uma alusão ao título do filme. Esses bombons de menta são muito importantes na trama, pois servem como um símbolo para as ações tomadas por Yongho. Como que coisinhas simples como tais doces podem ser tão simbólicas?



O filme antes de ser um drama pesado é também um romance muito belo. Outro detalhe interessante do filme são as já citadas cenas intercalando a entrada dos capítulos, onde vemos um trem se movimentando pelos trilhos e o cenário ao seu redor, como carros e pessoas, indo na direção contrária de onde costumavam se deslocar, tipo como se apertássemos a tecla "Rewind" na vida do Yongho. Essas cenas do trem também têm outro motivo na trama, só que simbólico. A trilha sonora é outro destaque, com tons melancólicos e belos. A montagem, obviamente, é muito eficiente.

Enfim, um trabalho primoroso do diretor Chang-dong Lee, que mostra bastante eficiência nas câmeras. É um filme difícil, de narrativa lenta e não linear, mas mostra-se uma excelente obra.



NOTA: 09.00/10.00 (Cinema Para Todos)

Il Mare "Siworae"

Essa resenha é cortesia do blog:
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Nome: Il Mare "Siworae" - 2000

Elenco: Jung-jae Lee, Gianna Jun, Mu-Saeng Kim, Seung-Yeon Jo,
Yun-jae Min

Diretor: Hyun-seung Lee

"Il Mare", ou "Siworae" em seu nome original, é um filme de 2000, dirigido por Hyun-seung Lee, e possui no elenco a atriz Gianna Jun, no papel principal. Este filme trata-se de um romance propriamente dito e que recebeu o remake americano "A Casa do Lago" em 2006, com Keanu Reeves e Sandra Bullock no elenco. Trata-se de um romance fora do comum, onde Han Sung-Hyun (Interpretado por Jung-Jae Lee), um jovem estudante de arquitetura, se muda para uma casa belíssima, construída por sua tia na beira da praia, que a nomeia de "Il Mare".

Ele encontra na caixa de correio, uma carta, supostamente de uma antiga moradora do local, chamada Kim Eun-Ju (Interpretada por Gianna Jun), uma dubladora de desenhos animados, mas que estranhamente, ela escreveu a carta tendo como data dezembro de 1999, enquanto que Sung-Hyun vive no ano de 1997, portanto, uma diferença de dois anos. Como poderia existir uma antiga moradora no local, se ele era o primeiro inquilino da casa? Como ela sabia alguns fatos ocorridos no local, se nunca esteve lá? São essas perguntas que permeiam a mente de Sung-Hyun e ele vai passando aos poucos a acreditar que se corresponde com uma estranha, mesmo com esse lapso temporal entre eles.



Os dois, aproveitando o estranho poder da caixa de correio de "Il Mare", passam a se corresponder constantemente e sabemos que Eun-ju sofre com desilusões amorosas e Sung-hyun não tem uma boa relação com seu pai, completando-se um ao outro, mas possuindo uma dificuldade de encontrarem-se e tentam de todas as formas ajudar um ao outro, tentando um possível encontro. As atuações do filme são excelentes, com uma grande química entre Gianna Jun e Han Sung-Hyun. A fotografia do filme é deslumbrante, com o cenário belíssimo da casa de praia e sua trilha sonora é outro destaque no filme, com músicas tocantes e, óbvio, românticas. Outro belo exemplar da força que tem o cinema coreano, sem dúvida. Não vi o remake americano ainda, então não posso compará-los.

Tomando exemplo desse "Ill Mare" e de "My Sassy Girl" vimos que o cinema coreano é fonte de inspiração para os americanos, obviamente esses últimos passam por uma crise de criatividade enorme, obtendo os direitos do filmes originais e às vezes até deturpando-os, enquanto que o cinema asiático em geral, transpira idéias e a cada ano somos presenteados com mais exemplares do bom cinema e que, futuramente, receberão sua versão "americanizada", com certeza. Dois filmes altamente recomendados e que mostram que o cinema coreano não se resume a apenas Chan-wook Park, Kim-ki Duk ou Joon-ho Bong.



Nota: 09.00/10.00 (Cinema Para Todos)

Atores: Min-sik Choi



Min-sik Choi nasceu em Seoul, Coréia do Sul em 22 de Janeiro de 1962. Ele já atuou em diversos filmes Sul-Coreanos, dentre os quais destacam-se: Oldboy (Oldboy) 2003 & Sympathy for Lady Vengeance (Lady Vingança) 2005. Ele também atuou no mega sucesso Sul-Coreano Swiri (Ameaça Terrorista) 1999, ao lado de nomes como Kang-ho Song (The Host) & Yun-jin Kim (mais conhecida pela série americana Lost). Min-sik Choi faz parte do seleto grupo de atores extremamente talentosos e reconhecidos da Coréia do Sul, e ao lado de Kang-ho Song (The Host) & Byung-hun Lee (A Bittersweet Life) tornou-se figurinha carimbada nos maiores sucessos Sul-Coreanos. E cá entre nós, só aquele papel em Oldboy ja valeria um espaço aqui e em qualquer outro blog que tenha como tema o cinema Sul-Coreano!

Filmografia:

- Sympathy for Lady Vengeance (2005)

- Crying Fist (2005)

- When Spring Comes (2004)

- Brotherhood (2004)

- Oldboy (2003)

- Drunk on Women and Poetry (2002)

- Failan (2001)

- Happy End (1999)

- Swiri (1999)

- The Quiet Family (1998)

- No. 3 (1997)

- Sara Is Guilty (1993)

- Our Twisted Hero (1992)

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Sympathy for Mr. Vengeance

Autor: Diogo Giglio

Nome: SYMPATHY FOR MR. VENGEANCE (MR. VINGANÇA) - 2002

Elenco: Kang-ho Song, Ha-kyun Shin, Du-na Bae, Ji-Eun Lim

Diretor: Chan-wook Park
Trailer: Youtube

O filme tem como um dos personagens principais Ryu (Shin), um jovem surdo e mudo que precisa urgentemente de dinheiro para que sua irmã (Lim) possa fazer um transplante de rim. Depois de ser demitido da fábrica onde trabalha, ele decide pagar para que traficantes de órgãos retirem um de seus rins na intenção de doá-lo à sua irmã, mas é enganado pela quadrilha. Sem emprego e sem dinheiro, Ryu é convencido pela namorada Yeong-mi (Bae) a seqüestrar a filha do seu ex-chefe, o Sr. Park Dong-jin (Song), para conseguir o dinheiro do transplante. O rapto corre como o planejado, mas uma fatalidade vai mudar para sempre a vida das pessoas envolvidas na situação, que começam sua busca por vingança contra quem os prejudicou.



Pela sinopse, o longa parece ser apenas mais um filme sobre vingança. Só parece, porque assim como Oldboy, Mr. Vengeance não é um filme sobre vingança como os que estamos acostumados a ver por aí; não é um filme com personagens caricatos e superficiais como o herói lindo e forte que espanca todo mundo, faz gracinhas e dá lições de moral, a mocinha que só pensa em compras, festas, gatinhos e popularidade.

Também não há tiros e explosões a cada 5 minutos nem milhões gastos em efeitos especias; tampouco há piadas sem sal que tentam desesperadamente agradar o público. Não, definitivamente não. Aqui o humor é ácido, a violência não se justifica por si só, o roteiro é muito bem escrito e o mais importante: em meio à busca incessante (e violenta) por vingança que ocorre no filme, há espaço para entendermos com mais profundidade a complexidade dos personagens. Um exemplo disso é a forma como a filha do chefe de Ryu se apega aos seqüestradores de modo quase familiar devido à falta de tempo e atenção dos pais.



Uma coisa que chama a atenção no filme é a maneira como Park retrata as ações e reações dos personagens. Se em Oldboy eles são movidos por tragédias e fantasmas do passado, em Sympathy eles agem de acordo com a situação em que se encontram. Como na vida, certo e errado são relativos e as decisões tomadas pelos personagens podem até não parecer corretas para o espectador, mas duvido que você não cogitaria as possibilidades apresentadas no longa se estivesse na mesma situação.

Outro ponto alto da projeção é a trilha sonora (ou a falta dela). Como o personagem principal é surdo/ mudo, Chan-Wook optou por quase não fazer uso de música no longa, chegando a homenagear o cinema mudo em algumas partes, quando os personagens se comunicam através da linguagem de sinais e a legenda branca aparece no fundo preto. Acertou em cheio. A ausência de música do filme, que tem apenas uma introdução de piano no início e uma música macabra no meio e no final da projeção, provoca longos silêncios que deixam o espectador angustiado em vários momentos do longa. A fotografia está sempre variando em valorizar o 1º plano, embaçando o fundo, e vice-versa.



A película tem um bom ritmo, chegando a fazer com que o espectador queira que o longa seja mais lento algumas vezes para evitar o desfecho, que, como em Olboy, faz pensar. O elenco é bom e está seguro nas atuações, sendo difícil destacar apenas um nome. Song Kang-ho, que interpreta o Sr. Park Dong-jin, e também pode ser visto nos ótimos The Host (junto com Bae Du-na), JSA e Memories of Murder, é um dos ícones do atual cinema coreano. Shin Ha-gyun, que atuou no sensacional "Save the Green Planet", está muito bem como o surdo/mudo Ryu; e a bela Bae Du-na, que faz Yeong-mi, namorada de Ryu, não fica atrás de seus companheiros, protagonizando com Song Kang-ho a cena de tortura mais angustiante do longa.

Pesado, Sympathy não faz questão de agradar o espectador, tendo a coragem de mandá-lo para fora do cinema com uma enorme sensação de esgotamento e frustração pelo destino dos personagens (particularmente, fiquei um lixo depois do filme). Aqui a violência não é gratuita, não há heróis e vilões e os personagens têm motivos mais que relevantes para cometerem os atos que cometem. Aqui todos têm virtudes e defeitos e são, acima de tudo, HUMANOS como todos nós. Aliás, humanidade é uma palavra que será bastante usada para falar dos filmes da trilogia da vingança de Park.



A ética é uma coisa extremamente relativa.

Nota: 09.50/10.00

domingo, 16 de dezembro de 2007

My Sassy Girl

Essa resenha é cortesia do blog:
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Nome: MY SASSY GIRL - 2000

Elenco: Tae-Hyun Cha, Gianna Jun, Jin-hie Han, Sook-hee Hyun, Il-woo Kim.

Diretor: Jae-young Kwak
Trailer: Youtube

O filme é uma comédia romântica "My Sassy Girl", de 2001, dirigido por Jae-Young Kwak irá receber seu devido "remake" nesse ano de 2007, com a monumental atriz Elisha Cuthbert no elenco e dirigido pelo iniciante diretor Yann Samuell, que dirigiu apenas um filme, chamado "Love Me, You Dare", inédito no país. O filme foge completamente dos habituais hollywoodianos, de gênero "comédia romântica". Claro que o filme se enquadra nesse gênero, mas não é só isso. Possui uma história bastante original e foge de muitos clichês que infestam esse gênero atualmente.



O filme tem início com Kyun-woo (Interpretado pelo ator Tae-hyun Cha), voltando ao lugar onde, há dois anos, foi enterrada uma "cápsula do tempo", local onde tinha combinado de se encontrar com uma garota (Que no filme não tem nome, ou é mencionada apenas por "She/Ela", interpretada pela atriz Gianna Jun).

Volta-se, obviamente, para dois anos atrás, onde iremos ver como aconteceu esse fato de seu encontro com essa misteriosa garota. Kyun-woo, um estudante universitário bobalhão, se depara com uma moça em um estado de embriaguez absoluta no metrô. Depois de passar um grande vexame, o rapaz é obrigado a levar a moça para sua casa, já que estava totalmente sem condições de ficar na rua naquele estado.



Com esse fato, os jovens vão se envolvendo pouco a pouco e se tornam uma espécie de "namorados" e, no decorrer do filme, vemos que a garota tem um passado doloroso, que pode até servir para seu vício na "pinga" e que Kyun-woo vai fazer de tudo para ajudá-la. Pela história do filme, parece ser mais uma comédia romântica americana, cheia de clichês e totalmente previsível, não? É aí que o diretor Jae-young Kwak nos engana, nos presenteando com uma narrativa diferenciada e com personagens carismáticos, que dá gosto de assistir até o fim, mesmo com sua longa duração para o gênero (2 horas e 17 minutos). Outro fator interessante nesse filme, é que mistura de uma forma competente, diversos gêneros de filmes, como ação, comédia, drama e, óbvio, romance, hábito comum na cinematografia coreana.



O fator humor do filme é alto, com situações extremamente cômicas e que irá garantir risadas até o fim do filme, principalmente pelo contraste de comportamentos entre os personagens principais, um rapaz imaturo (Dono das situações mais engraçadas) e uma moça mandona e autoritária, detalhe constante nos filmes do gênero essa diferenciação de comportamentos, mas de uma forma diferenciada, como já falei anteriormente, mais pela cultura, totalmente diferente da americana, onde aqueles são mais reservados em seu comportamento, enquanto que os americanos são mais liberais.

Como todo filme coreano que se preze, o fator estético do filme também é bastante visível, com uma fotografia belíssima. As atuações são ótimas e bastante divertidas, tornando o filme um "anime com atores reais", para se ter uma idéia. Concluindo essa parte, trata-se, portanto, de mais um exemplar de alta qualidade do cinema coreano, que conquista com sua narrativa peculiar e com sua idéia original, resultando em um filme altamente divertido e diferente de todas as comédias românticas americanas.



Nota: 09.00/10.00 (Cinema Para Todos)

Atores: Kang-ho Song



Kang-ho Song nasceu em KyungNam, Coréia do Sul em 17 de Janeiro de 1967. Este excelente ator de 1.80 m já atuou em diversos filmes Sul-Coreanos, dentre os quais destacam-se: Joint Security Area (Zona de Risco) 2000 & Sympathy for Mr. Vengeance (Mr Vingança) 2002. Ele também atuou no grande sucesso The Host (O Hospedeiro) 2006, um dos filmes de maior bilheteria do cinema sul-coreano. E com uma ótima receita ao redor do mundo. Kang-ho Song faz parte do seleto grupo de atores extremamente talentosos e reconhecidos da Coréia do Sul, e ao lado de Min-sik Choi (Oldboy) e Byung-hun Lee (A Bittersweet Life) tornou-se figurinha carimbada nos maiores sucessos Sul-Coreanos.

Filmografia:

- Secret Sunshine (2007)

- The Show Must Go On (2007)

- The Host (2006)

- Antarctic Journal (2005)

- The President's Barber (2004)

- Memories of Murder (2003)

- YMCA Baseball Team (2002)

- Sympathy for Mr. Vengeance (2002)

- Joint Security Area (2000)

- The Foul King (2000)

- Swiri (1999)

- The Quiet Family (1998)

- Bad Movie (1998)

- Green Fish (1997)

- No. 3 (1997)

- The Day a Pig Fell Into the Well (1996)

sábado, 15 de dezembro de 2007

Barking Dogs Never Bite

Essa resenha é cortesia do blog:
http://cinema-para-todos.blogspot.com

Nome: BARKING DOGS NEVER BITE - 2000

Elenco: Sung-jae Lee, Du-na Bae, Hie-bong Byeon

Diretor: Joon-ho Bong

O primeiro filme dirigido por Joon-ho Bong, que ganhou destaque com o filme Memories of Murder (Memórias de um Assassino), lançado em versão caprichada, dupla, pela Europa Filmes e que dirigiu o fenômeno coreano The Host (O Hospedeiro), lançado recentemente nas locadoras, que teve uma enorme bilheteria na Coréia e projetou o nome de Joon-ho Bong como um dos grandes diretores coreanos, juntamente com Park Chan-wook e Kim-ki Duk, que são os mais conhecidos, vindo um pouco mais atrás (Em questão de fama, pois seus filmes estão no mesmo patamar que os dos citados acima) o diretor Ji-woon Kim, diretor dos interessantíssimos A Tale of Two Sisters (Medo), lançado recentemente em versão dupla, caprichada, pela Europa Filmes, distribuidora que está dando uma grande atenção ao cinema oriental) e A Bittersweet Life (O Gosto da Vingança).



O filme em questão, inédito no Brasil, para variar, é o Barking Dogs Never Bite, que teria a tradução literal "Cão que ladra não morde", uma comédia de humor negro muito interessante e divertida. Yun-ju (Interpretado por Sung-jae Lee), é um professor universitário desempregado, que vive uma situação financeira difícil e procura arrumar alguma grana para tentar subornar o reitor da universidade para aceitá-lo na entidade, mais precisamente, uma quantia de 10 milhões de wons (Moeda sul-coreana), informação esta dada por um amigo. Para piorar, sua esposa está grávida e ela que o sustenta. Mas não é só isso: Morando em apartamento, local não muito apropriado para se criar animais de estimação, Yun-ju odeia cães e está com os nervos à flor da pele com os latidos de um cachorrinho de algum vizinho.

Um certo dia, Yun-ju encontra seu inimigo: Um pequeno cachorrinho indefeso. A partir daí, ele vai tentar dar cabo do nosso amiguinho. Primeiramente, carrega o animal para o topo do apartamento e tenta jogá-lo abaixo, porém uma senhora aparece na hora, colocando alguns rabanetes para secar ao sol, acabando com seus planos. Plano B: Vai para outra seção do apartamento e tenta estrangular o cãozinho utilizando sua coleira, passando-a por cima de um tubo no teto e puxando, erguendo o animal ao ar. Yun-ju desiste da idéia. Plano C: Joga o cachorrinho dentro de um armário velho nessa área e tranca a porta para ninguém encontrá-lo. Esta última idéia é a utilizada e então Yun-ju volta para seu quarto. Porém, ele não imagina que isso será apenas o começo e mais confusões virão pela frente, para azar do pobre indivíduo.



Como se pôde ver, o filme possui um personagem principal que de início poderemos sentir antipatia por ele, mas com o desenrolar da história, sentimos até empatia com o sujeito, apesar de seu ódio e das formas brutais de maus tratos aos cachorrinhos. Esclarecem logo no início do filme com a seguinte frase: "Os cães apresentados nesse filme foram cuidadosamente supervisionados por seus proprietários e médicos veterinários." Portanto, o que acontece no filme é absolutamente encenado e não corresponde à realidade, onde os animais não sofrem maus tratos, apesar de parecer. Outro detalhe interessante, e bizarro, é que os cães na Coréia, são utilizados na culinária por algumas pessoas, apesar de tal prática ser proibida.

A base da história é essa que, como falei, irão surgir diversos eventos e personagens, como a ingênua e desastrada Hyeon-nam (Interpretada por Du-na Bae) que também atua no outro filme do diretor, The Host (O Hospedeiro) que trabalha como assistente no escritório de administração dos apartamentos e sonha em aparecer na TV, nem que seja capturando um ladrão, se espelhando em uma garota que fez isso e ganhou destaque em um jornal televisivo. Outros personagens merecem destaque: O zelador do hotel (Interpretado por Hie-bong Byeon), também presente no filme O Hospedeiro, que possui uma forma bastante peculiar de cozinhar, a amiga de Hyeon-nam, que trabalha em um mercantil e que vive fumando, comendo ou no ócio e um mendigo que vive secretamente no apartamento.



O diretor já mostra em seu debut que é extremamente competente, nos presenteando com uma divertida história de humor negro. As atuações do filme estão ótimas e o trabalho na direção é esplendoroso, com diversas tomadas difíceis e profissionais. A trilha sonora, um jazz que toca durante quase todo o filme, é bem legal. O filme pode conter algumas cenas desagradáveis para pessoas mais sensíveis ou para adoradores de cachorros, mas até elas gostarão do filme, devido a sua história bastante original.

Enfim, concluindo, trata-se de mais um grande exemplar do cinema coreano, que infelizmente não recebe o tratamento que merece em nosso país e serve para observarmos o talento do diretor Joon-ho Bong, que é uma grande promessa, dirigindo atualmente o filme Tôkyô, previsto para 2008, mais precisamente o segmento Shaking Tokyo, já que conterá três segmentos, os outros dois dirigidos por Leos Carax e Michel Gondry, este último diretor do recente filme The Science of Sleep e Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças. Barking Dogs Never Bite é inferior aos outros filmes do diretor, mas altamente recomendado.



Nota: 08.00/10.00
(Cinema Para Todos)
Nota: 08.00/10.00 (Korean Movies)

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Oldboy

Autor: Alan Caxito Ongaro

Nome: OLDBOY (OLDBOY) - 2003

Elenco: Min-sik Choi, Ji-tae Yu, Hye-jeong Kang, Dal-su Oh,
Dae-han Ji.

Diretor: Chan-wook Park
Trailer: Youtube

Dirigido pelo mestre do cinema Sul-Coreano: Chan-wook Park, Oldboy é baseado no mangá homônimo, e foi vencedor do Grande Prêmio do Jurí no Festival de Cannes em 2004, presidido na época por Quentin Tarantino (que já confessou ser o fã número 1 de Chan-wook Park). Oldboy é o segundo filme da "Trilogia da Vingança" criada pelo diretor sul-coreano, lançado após o excelente Sympathy for Mr. Vengeance (Mr. Vingança) e antecedendo o igualmente excelente Sympathy for Lady Vengeance (Lady Vingança).



Contando com cenas muito bem coreografadas de pancadaria pura, um elenco em plena forma, principalmente Min-sik Choi, e um roteiro poderoso muito bem executado, através de uma direção impecável, fotografia e um final surpreendente, Oldboy é sem sombra de dúvidas o melhor filme Sul-Coreano de todos os tempos!

O filme nos mostra a estória de Oh-dae Su (magistralmente interpretado por Min-sik Choi), e sua busca por vingança. Vemos o filme pela perspectiva da personagem Oh-dae Su nome que segundo o próprio significa: "aquele que convive bem com as pessoas". O filme começa com ele completamente bêbado e descontrolado na delegacia. Ao ser libertado pelo delegado, Oh-dae Su procura um telefone público e liga para casa para falar com sua filha e lhe dar os parabéns pois é o aniversário de três anos de idade dela. Após passar o telefone para um amigo, ele simplesmente desaparece!



Na cena seguinte ele acorda em um quarto onde há apenas uma televisão. Sem entender como ou por quê ele foi parar ali; lá ele permanece cativo durante 15 anos!. Sem ter nenhum contato com nenhum ser vivo. Um gás o faz dormir, enquanto lhe cortam o cabelo e limpam seu quarto. Durante sua estadia no cativeiro ele descobre em um noticiario da televisão que sua mulher foi assassinada e que ele é o principal suspeito apontado pelas evidências na cena do crime. Oh-dae Su então começa a escrever uma lista enorme de possíveis inimigos que lhe tenham trancafiado. Durante os longos 15 anos de confinamento ele observa diariamente um postêr que contém a seguinte frase: "Ria e o mundo rirá com você, chore e chorará sozinho." (filosofia essa adotada ao pé da letra por Oh-dae Su).

Numa sequência sensacional vemos ele contando os anos que passam e a tela dividida em dois, apresentando o que aconteceu no mundo durante esses 15 anos de cativeiro, como a queda das torres gêmeas e a excelente participação da Coréia do Sul na Copa do Mundo da FIFA. Após passar 15 anos cativo ele é submetido à uma sessão de hipnóse, ao término ele acorda dentro de uma mala com seus pertences, em cima de um terraço de um prédio, bem vestido e na presença de outro ser-humano (um suicida que está sentado na beira do terraço, pronto para pular).

Mais uma cena expetacular em que Oh-dae Su cheira e toca descontroladamente no homem e mantém uma conversa que define-se em apenas repetir o que o mesmo lhe diz. Após aparentemente salvar o suicida, ele lhe conta sua estória de 15 anos de cativeiro, e simplesmente sai andando enquanto o suicida tenta lhe contar a sua triste estória de vida que lhe fez querer se suicidar. Ao sair do prédio vemos Oh-dae Su em primeiro plano e o suicida despencando em cima de um carro. Então ele põe em pática sua nova filosofia abrindo um sinistro sorriso, rindo de sua frase predileta.



A seguir vemos mais uma cena sensacional onde ele se indaga se será possível colocar em prática seu treinamente de artes marciais de 15 anos. E para infelicidade de uma gangue de rua ele consegue!. Logo após a pancadaria Oh-dae Su encontra um mendigo que lhe entrega um celular e uma carteira. Ele recebe uma ligação e fala o nome de todos seus inimigos afim de tentar acertar o nome do seu agressor, o homem na outra linha apenas lhe diz não ser nenhum deles, e afirma ser apenas um "pesquisador" um pesquisador de Oh-dae Su.

Ele desliga após lançar a frase: "Seja grão de areia, seja pedra, ambos afundam na água". Após encerrar a ligação acontece uma das melhores cenas de todo o filme, Oh-dae Su encontra-se com a Chef de cozinha Mido (interpretada pela ótima Hye-jeong Kang) e faz um pedido um tanto quanto peculiar: "Quero algo vivo" e o que segue-se é uma cena extremamente sensacional em que um polvo inteiro é mastigado e engolido vivo por Oh-dae Su!

Ao término de sua refeição ele é tocado na mão por Mido e simplesmente desmaia. Ao acordar ele encontra-se repousando na casa dela, e percebe que desmaiou pro falta de vitaminas por passar todoo tempo que passou sem ver a luz do Sol. Em seguida acontece outra cena hilária em que Oh-dae Su se indaga se é possível colocar em prática seu treinamento sexual durante esses 15 anos cativo. E descobre que ao contrário de descer porrada em um bando de bandidos, abusar de uma garota não é para ele. Ajudado por Mido ele parte então atrás de sua melhor dica: encontrar o restaurante que serve os bolinhos que ele comeu durante os 15 anos de cativeiro. Após rodar por dezenas de restaurantes ele finalmente encontra aquele que serve seu bolinho preferido dos últimos 15 anos!. Então munido de um martelo ele segue o motoboy e descobre o lugar de seu cativeiro.



Agora ele busca pela única coisa que lhe faz sentido: Vingança!

Nota: 10.00/10.00

Atores: Byung-hun Lee


Byung-hun Lee nasceu em Seoul, Coréia do Sul em 12 de Julho de 1970. Esse ator de 1.73 m, já atuou em diversos filmes sul-coreanos, dentre os quais destacam-se: Joint Security Area (Zona de Risco) 2000 & A Bittersweet Life (O Gosto da Vingança) 2005. Ele também atuou no curta-metragem do diretor Chan-wook Park chamado Cut, curta esse que fazia parte do longa intitulado Three... Extremes (2004). Byung-hun Lee faz parte do seleto grupo de atores extremamente talentosos e reconhecidos da Coréia do Sul, e ao lado de Min-sik Choi (Oldboy) e Kang-ho Song (The Host) tornou-se figurinha carimbada nos maiores sucessos sul-coreanos.

Filmografia:

- Hero (2007)

- Once in a Summer (2006)

- A Bittersweet Life (2005)

- Three... Extremes (segment "Cut") (2004)

- Everybody Has a Little Secret (2004)

- Jungdok (2002)

- My Beautiful Girl, Mari (2002)

- Bungee Jumping of Their Own (2001)

- Joint Security Area (2000)

- The Harmonium in My Memory (1998)

- Lament (1997)

- Kill the Love (1996)

- Run Away (1995)

- Who Drives Me Mad? (1995)

domingo, 9 de dezembro de 2007

A Bittersweet Life

Essa resenha é cortesia do blog:
http://cinema-para-todos.blogspot.com/

Nome: A BITTERSWEET LIFE (O GOSTO DA VINGANÇA) - 2005

Elenco: Byung-hun Lee, Min-a Shin, Jeong-min Hwang, Ku Jin, Yeong-cheol Kim, Roe-ha Kim, Gi-yeong Lee.

Diretor: Ji-woon Kim
Trailer: Youtube

O filme é dirigido por Ji-Woon Kim, que fez o ótimo filme de suspense sobrenatural misturado com drama que é o A Tale of Two Sisters (Medo). Ele é um filme de ação noir, com clima pesado, escuro, sombrio, um Scarface coreano. Conta a história de Sun-woo (Byung-hun Lee) excelente no papel, um gerente de Hotel e Guarda-costas que trabalha para o Mr. Kang (Yeong-cheol Kim) à sete anos, portanto, de enorme confiança para o chefão. Sun-woo é um sujeito solitário e de poucas palavras e logo no começo vemos ele em ação. Enquanto está se alimentando no Restaurante La Dolce Vita (Uma alusão ao título do filme, ou seja, Uma doce vida), ele é chamado para resolver um problema na parte inferior do hotel, expulsando os indivíduos que estavam fazendo a confusão na porrada. Logo vemos do que ele é capaz.




No outro dia, Sun-Woo é chamado pelo Mr.Kang para falar um assunto particular: Quer que ele investigue sua namorada Hee-soo (Min-a Shin, que fez também o filme Volcano High: A Escola do Poder), uma violinista que pode estar se encontrando com um jovem rapaz às escondidas e Sun-woo deveria espiar a garota durante três dias, enquanto o chefão viaja à negócios para Shangai. Nesse momento lembramos de outro filme de enorme sucesso: Pulp Fiction: Tempos de Violência, sendo Sun-woo o Vincent Vega e a Hee-Soo a mulher do chefão, Mia Wallace, cuidando da garota a pedidos do chefe. A vida do Sun-woo é muito limitada, não tendo espaços para felicidade. Quando está relaxado, logo é chamado para entrar em ação.

Nos encontros com Hee-soo ele passa a ir para restaurantes com ela, ver suas aulas de violino ou apenas dar um passeio, enquanto tenta saber se ela realmente está traindo o Sr. Kang. Depois de um incidente na casa da Hee-Soo a vida de Sun-woo nunca seria a mesma. Além dessa trama, estão envolvidos nela também o capanga Mun-Suk, que resolve as confusões do chefe quando o Sun-woo não está presente, Sr. Baek (Jeong-min Hwang) que está fazendo negócios com o Mr. Kang e seu capanga Mu-Sung (Gi-yeong Lee), que serve como mensageiro de seu chefe.



Sun-woo leva uma surra enorme, tem a mão ferida (Em uma cena bem chocante e violenta) e é enterrado vivo, sendo que consegue subir à superfície, munido de uma fúria incontrolável. Logo, vai partir para a vingança contra quem fez isso com ele. Não vou dizer os motivos da fúria do anti-herói do filme para não estragar partes importantes da trama. Só digo que a vingança do Sun-woo vai deixar um rastro de sangue grosso no caminho por onde ele passar. O filme tem elementos tanto tarantinescos, quanto até uma influência de John Woo nas cenas de ação. O filme é, como vimos, um filme de vingança, como a trilogia de Chan-wook Park, mas, semelhante ao filme Sympathy for Mr. Vengeance, a vingança é mais crua e direta, sem firulas. Byung-hun Lee cria um anti-herói casca-grossa, e que simpatizamos com ele. Sun-Woo é um personagem complexo.

A trilha sonora é excelente, com trechos de músicas de Chopin até. Além disso, o final do filme é bem poético e romântico. É um filme de ação, mas envolve drama e romance na medida certa. É um ótimo exemplo dessa safra do novo "boom" de filmes coreanos e é bastante recomendado para fãs de Old Boy e filmes de máfia. Fiquem de olho no diretor Ji-woon Kim. Recomendado!!!



NOTA: 08.00/10.00 (Cinema Para Todos)
NOTA: 08.50/10.00 (Cine Korea)

Joint Security Area

A primeira resenha do Cine Korea é cortesia do blog:
http://cinema-para-todos.blogspot.com/

Nome: JOINT SECURITY AREA - (ZONA DE RISCO) 2000

Elenco: Yeong-ae Lee, Byung-hun Lee, Kang-ho Song, Tae-woo Kim, Ha-kyun Shin, Christoph Hofrichter.

Diretor: Chan-wook Park
Trailer: Youtube

Primeira resenha de 2007 tinha que ser sobre um filmaço. E tal filme que irei comentar agora, é o segundo filme do diretor coreano Chan-wook Park, mais conhecido após a realização da sua Trilogia da Vingança, composta pelos filmes Sympathy For Mr. Vengeance (Mr. Vingança), Oldboy (Esse o mais conhecido dentre o público) e Sympathy for Lady Vengeance (Lady Vingança), todos filmes de alta qualidade e que serve para nos mostrar a tamanha qualidade do cinema coreano e oriental em geral na atualidade. Exemplos não faltam: Além dos já citados, filmes como A Tale of Two Sisters (Medo) e A Bittersweet Life (Gosto da Vingança) do diretor Ji-woon Kim, Memoirs of Murder (Memórias de um Assassinato) e o sucesso The Host (O Hospedeiro) do diretor Joon-ho Bong, nos mostram que a Coréia é uma potência na arte de se fazer cinema. E muitas outras surpresas nos aguardam nos próximos anos.

Mas, voltando ao filme, ele é considerado o filme mais político do diretor, que resolveu contar uma história relacionando-se com o eterno conflito entre a Coréia do Norte e a Coréia do Sul, sendo a primeira comunista e a segunda capitalista, ou seja, uma verdadeira bomba relógio que poderia explodir a qualquer momento. Além disso, o diretor coreano mostra imenso talento nas câmeras e na narrativa, sempre nos prendendo a atenção. O filme reúne um elenco de primeira, e por incrível que pareça, muitos deles participaram dos filmes já citados anteriormente, sendo que esses filmes citados foram feitos anos depois. Por exemplo, a atriz Yeong-ae Lee faz o papel principal no outro filme do diretor Sympathy for Lady Vengeance, o ator Byung-hun Lee é o personagem principal do excelente A Bittersweet Life e Kang-ho Song, participou dos filmes Memórias de um Assassino, The Host e Sympathy for Lady Vengeance, ou seja, com um elenco desses, o diretor ganha mais ainda.


Vamos à história do filme. Um tiroteio acontece na parte Norte da fronteira entre as duas Coréias, envolvendo militares das duas partes, saindo três suspeitos da área, dois sul-coreanos e um da Coréia do Norte. Devido a tensão gerada pelo incidente, chama-se uma força neutra para investigar, a CSNN. Entra em cena a Major Sophie E. Lean (Yeong-ae Lee), nascida na Coréia, mas criada na Suiça. Ela irá interrogar os suspeitos para saber o que aconteceu naquela noite e o porquê de ter acontecido o tiroteio. A partir daí, Chan-wook Park vai mostrando, através de flashbacks, pouco a pouco o que gerou aquela tragédia. Contar mais sobre o filme é perigoso, pois poderá estragar as supresas.

A fotografia do filme é brilhante, onde todo o talento do diretor é mostrado. Os efeitos sonoros também são destaque no filme. É recomendado assistir ao filme com o volume um pouco alto, ou com Home Theater para ouvir todos os detalhes, principalmente nos tiroteios. A trilha sonora é encaixada com perfeição na hora certa, em cada parte do filme. Mas, o filme não funcionaria sem atores talentosos, para dar uma carga emocional maior ao filme, e nesse aspecto o filme ganha mais um ponto a favor. As atuações estão simplesmente impecáveis, com destaque para Yeong-Ae Lee que mostra força através de sua figura feminina e frágil, como uma major, Byung-hun Lee, que é o personagem mais dramático do filme e Kang-ho Song, que também mostra uma excelente atuação.


O diretor ainda mostra coragem ao tratar de uma assunto tão delicado como o conflito entre as duas Coréias e nos brinda com uma verdadeira mensagem anti-guerra no filme, onde ainda se tem esperança de que as duas Coréias tornem-se unificadas e que terminem os conflitos, mesmo tendos idéias tão opostas politicamente, uma sendo comunista e outra sendo capitalista. Ainda o filme tem espaço para nos mostrar uma bela história sobre amizade e o termo "Amizade sem Fronteiras" é perfeitamente encaixado aqui. A título de informação, Joint Security Area, como é mostrado no filme e em seu título, é uma área neutra criada após a Guerra da Córéia, em 1953, onde é administrada por entidades internacionais neutras a fim de manter a tranquilidade na região.

Enfim, mais uma obra-prima do diretor Chan-wook Park, que mostra uma bonita história de amizade e uma mensagem anti-guerra muito eficaz. Com todos os elogios a esse filme, não vejo motivo de não dar nota máxima a ele. Altamente recomendado. O filme foi lançado recentemente em versão dupla pela Europa Filmes, com uma caixa caprichada e com ótimos extras, que explicam a verdadeira "Zona de Risco", por exemplo. Uma verdadeira Edição de Colecionador e fica ainda mais fácil de se admirar esta bela obra cinematográfica. Comprem e assistam, não irão se arrepender. Um filme muito humano.




NOTA: 10.00/10.00 (Cinema Para Todos)
NOTA: 09.00/10.00 (Cine Korea)

sábado, 8 de dezembro de 2007

Diretores: Chan-wook Park

Como primeiro post desse blog, gostaria de começar fazendo algo especial. E nada melhor que começar com uma curta biografia seguida pela filmografia deste que para mim é simplesmente o melhor diretor Sul-Coreano!

Com vocês Chan-wook Park e seu legado:

Chan-Wook Park nasceu em 23 de Agosto de 1963 na Coréia do Sul. Formou-se na Sogang University no curso de Filosofia e logo se tornou crítico de cinema e assistente de direção em 1988. Após alguns projetos de menor expressão, tornou-se conhecido por "Joint Security Area" (Zona de Risco) 2000. Filme que mostra uma relação de amizade entre soldados da Coréia do Sul e do Norte. J.S.A. foi um enorme sucesso nas bilheterias locais, batendo até mesmo os filmes estrangeiros. Depois deste projeto, Park resolveu deixar de lado os projetos populares e fazer algo mais pessoal; começa aqui a Trilogia da Vingança. Começando com o filme "Sympathy For Mr. Vengeance" (Mr. Vingança) 2002. Park mostrou seu lado violento com uma história sobre o tráfico de órgãos, sequestro e, é claro, vingança. Seguido pelo excelente "Oldboy" (Oldboy) 2003, que ganhou o prêmio especial do Júri em Cannes, Park fez de vez seu nome ficar conhecido pelo mundo todo. A Trilogia terminou com "Sympathy For Lady Vengeance" (Lady Vingança) 2005, que deixa claro quais são as suas características como diretor. Seu filme mais recente chama-se: "I`m Cyborg but thats OK (Sou um cyborg mas tá tudo OK!)" 2006.

- I'm a Cyborg, But That's OK (2006)

- Sympathy for Lady Vengeance (2005)

- Three... Extremes (segment "Cut") (2004)

- Oldboy (2003)

- If You Were Me (2003)

- Sympathy for Mr. Vengeance (2002)

- Joint Security Area (2000)

- Judgement (1999)

- Saminjo (1997)

- Moon Is the Sun's Dream (1992)